sexta-feira, 13 de março de 2009

Demência

A vida deu um estalo;
Desandou, caiu o mundo e me empurrou
Fui descendo a ladeira, rolando o morro
E nas curvas da minha emoção eu sofri

Viu seu rosto sorrir, estava alí pra lhe cingir
Vi você dormir, fechar seus olhos, se entregar a mim
Estava lá a te abraçar quando te vi chorar
Mas todo esse amor não impediu o nosso fim

Sorri, xinguei, bebi, me iludi...
Blasfêmei a Deus, cuspi aos céus, morri!
Me zanguei, quis gritar, mas esse grito só ecoou em mim
Desejando me acabar, desejando me extinguir

Agora eu sei que tudo se foi
Como uma brisa em uma cidade esquecida
Como a lenda que ninguém mais acredita
E as lembranças são feridas putrefatas

E me rendo as minhas próprias emoções
Me torno escravo da minha existência
Meus sonhos entorpecem minhas ações
Revelando minha alma em vital demência

2 comentários:

Anônimo disse...

Manero, cara!

bem... ainda bem que o personagem percebeu que se iludiu e reconheceu seu estado de demência, né? Como em quase tudo na vida, haverá uma segunda chance pra se redimir.

abçs
lp

Brrrruna disse...

gostei muito!
Como está?
Beijoss